terça-feira, janeiro 23, 2007

1 mês
(na construção da memória de meu Pai)

Quando se perde um Pai perde-se quase tudo. O que fica é pouco mais que o nada. Aliás, é precisamente o que vem a seguir ao nada. E, no entanto, é nesse pouco mais que o nada que todas as coisas significativas acontecem. Porque a morte ilumina a vida. E a morte dos pais ilumina a vida dos filhos. Porém, o pouco mais que o nada não é resignação nem conformação. Para todos os efeitos, quero o meu Pai.

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